Videojornalismo
A primeira vez que ouvi falar de videojornalismo foi nas aulas do Professor Antônio Brasil, na ECO-UFRJ. Na época, eu só pensava em ser repórter de TV, trabalhar numa grande emissora com uma equipe diariamente, e imaginava que nunca ia querer fazer tudo sozinha. Até porque eu não tinha noção de como é usar uma câmera profissional ou editar.
Até que decidi “explorar o mundo”. E vi que é muito mais fácil conseguir um espaço sozinha do que se eu tivesse mais duas pessoas comigo. Explico: viajar sai caro. Pra pagar os custos de viagem de freelancers, uma TV prefere mandar suas próprias equipes. Então não compensava financeiramente eu e mais 2 profissionais tentarmos a sorte como correspondentes internacionais. Então resolvi tentar sozinha. Pedi licença no trabalho na CNT (hoje JBTB) e vim para os Estados Unidos fazer cursos na UCLA de Telejornalismo, Documentário e a Influência dos Latinos no Cinema Americano. Comprei uma câmera Mini-DV, acessórios, fiz um curso de edição e pronto. Gravei imagens da Califórnia e quando voltei para o Brasil minha matéria foi exibida na Rede TV (logo depois de voltar, fui convidada para trabalhar na Rede TV).
Daí, quando decidi ser mesmo correspondente internacional, em 2004, a primeira matéria que fiz foi na Tailândia para o SBT, Domingo Legal. De lá pra cá, meu trabalho já melhorou muito, aprendi muitas técnicas pra lidar com equipamento e também com as expectativas dos entrevistados, que sempre se surpreendem quando chego sozinha. Hoje, já fiz várias matérias de Los Angeles, Las Vegas, Seattle, San Diego e Canadá, que passaram no SBT. Na maioria das vezes, agora conto com um cinegrafista para me ajudar nas sonoras e passagens, mas o resto continua sendo todo por minha conta.
Clique aqui para ver trechos de algumas matérias
Aqui nesta página quero dar algumas dicas a quem se interessa pelo assunto, além de trocar experiências com quem também está no ramo. Vou falar sobre produtos que uso, sobre os que vejo outras pessoas usando e sobre o processo que vai da pré-produção à finalização de matérias fora da redação.
Vou começar falando de câmeras, que é o principal pedido de dicas que recebo.
Acompanhe agora o dia-a-dia de uma jornalista na Califórnia.


