Outro dia, num vôo para Dallas, Texas, levei o maior susto ao dar de cara com um cachorro dentro do avião. Sério! Ele não estava dentro daquela “casinha” nem nada, estava no colo do dono, e o dono andava pra cima e pra baixo pelo corredor a toda hora.
É claro que não falei nada, mas eu não gostaria de ter um cachorro no banco do lado. Gosto de descansar, dormir, assistir filmes, usar o computador… e imagina se o danado começa a latir!
Mas agora, como diz o slogan das organizações Tabajara, meus problemas acabaram. Já existe aqui nos EUA uma companhia aérea só para animais de estimação. Isso mesmo! É a Pet Airways. Os clientes têm quatro patas, fazem barulho à vontade e não precisam usar cinto de segurança.

Estou até agora rindo disso, mas esse ramo de negócios para animais de estimação é um dos que mais crescem nos EUA. Calcula-se que essa indústria vá faturar mais de 45 bilhões de dólares em 2009 (uns 100 bilhões de reais). Isso com crise e tudo.
Os americanos são loucos pelos bichinhos e fazem de tudo por eles. Até pagar passagem de primeira classe, que por sinal, custa $149 em vôos de Los Angeles a Nova York, Los Angeles a Chicago ou Nova York a Chicago. Pelo site, os donos dos bichinhos acompanham o trajeto e se cadastram para receber mensagens no celular ou por e-mail sobre o status do vôo.
Os vôos, aliás, não saem dos grandes aeroportos, como o LAX. Aqui em Los Angeles saem de um aeroporto menor, o de Hawthorne, que fica até perto do LAX.
No site, a Pet Airways não mostra fotos de dentro do avião, e por isso fiquei curiosa pra saber como é. Será que os bichinhos ficam presos ou soltos? Será que tem aeromoça? Será que servem alguma coisa pra comer e beber? Tem alguma coisa pra distrair?
Seja como for, parece que foi uma idéia de mestre. A Pet Airways está em várias revistas e em reportagens na televisão, e parece que não falta gente querendo dar mais corforto aos cãezinhos e gatinhos em viagens longas.