6 horas da manhã de pé, pronta para conhecer o Grand Canyon. Pelas informações que pegamos, o caminho até lá seria de 2 horas. Ótimo. O frio continuava o mesmo. Tive até que improvisar roupas para a gravação (é claro que eu troxe roupas de frio, mas estavam por baixo de tudo, na mala que ficou no carro).
Passamos pela Hoover Dam, a represa monstruosa que faz com que Las Vegas seja Las Vegas. Sem ela, não haveria energia nem pra 1/3 do que é consumido na região. O lugar é muito bonito, e a estrada passa exatamente por cima. E por causa da importância da represa, os EUA estão com medo de ataque terrorista. Então todo carro é parado pelos policiais.
Continuando. Quando chegamos na reta final para a reserva indÃgena que era o nosso objetivo, a estrada era de chão. Muuuuuuito ruim. O carro tremia todo, o que podia e o que não podia. O Gordon xingava até a última geração. Ele reclamou tanto, mas tanto, que se tornou engraçado e a gente não parava de rir. O trajeto acabou sendo feito em 3 horas…
Mas tanta tremedeira e bateção de queixo valeu a pena.
A matéria em questão é sobre uma passarela de vidro no Grand Canyon. Vocês já devem ter visto imagens na televisão, mas ela só foi aberta mesmo para o público hoje. Nossa, andar naquele chão vendo aquele penhasco lá embaixo chega a dar medo. Muita gente só ficava nos cantos, que são de um outro material. Pelo vidro só iam os mais corajosos…


Eu achava que pra ir ao Grand Canyon era preciso subir uma serra, mas não. Não tem subida nenhuma. Você chega e ele tá lá. Ma-ra-vi-lho-so. As formações lembram um pouco a Chapada Diamantina. Parece na verdade que são várias chapadas (onde o normal é estar em cima) com um abismo no meio. Deu pra perceber que foi a primeira vez que fui lá, né? Foi a primeira vez tb que o Gordon foi nesta área. Há vários locais de observação ao longo da cadeia de montanhas, mas esse é o único que pertence a Ãndios – a tribo Hualapai. Eles estão enfrentando desemprego e vários outros problemas, então decidiram investir no turismo. São eles que organizaram a construção e agora administram a passarela!!!
Por mim, eu voltaria em breve, com mais tempo. Mas pelo Gordon, enquanto ele lembrar que os ingressos de turistas saem a 75 dólares no total cada e que a estrada quase destrói o carro por 40 minutos, acho que ele vai preferir visitar outro ponto do Grand Canyon que seja mais conveniente. É numa hora dessas que adoro ser jornalista.
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