
Freedom Park, em Pretória
Depois de 23 horas de viagem, cheguei a Joanesburgo. Estou aqui para a Copa das Confederações, que começa no final de semana. O vôo direto de Atlanta – de 15 horas – fez com que a viagem não parecesse tão cansativa, já que só troquei de avião uma vez (alguns dos amigos que estão aqui trocaram até 4, 5 vezes). Mas viajar de classe executiva é outra coisa. Ainda mais nesse avião da Delta em que as poltronas deitam totalmente e você praticamente dorme numa cama. Cada compartimento é fechado, individual, então não tem ninguém ao seu lado pra te ver acordando descabelado e de qualquer jeito. Foi uma maravilha.
Pois bem, cheguei à África do Sul! Primeira vez na África! E que imagem a gente tem da África? Um calor absurdo! Só que agora aqui é inverno como no Brasil, e está fazendo 7 graus!!!!! Um frio congelante, e não pára de chover!!! O mais engraçado é que ninguém usa sobrinha. Todo mundo anda na chuva. Eles disseram que na cultura deles, chuva é uma bênção muito grande, e que eles têm que aproveitar.
Aliás, as diferenças culturais são muitas. Por ex, tempo é uma coisa que não existe. Se você marca um horário, o pessoal chega meia-hora depois. É sério, é pior que no Brasil, porque aqui quando se marca uma coisa as pessoas já têm na cabeça que aquilo não é pra ser seguido à risca. Essa é até uma das maiores preocupações da comissão organizadora da Copa, já que demorou um tempo até os sul-africanos entenderem que se um jogo está marcado para as 8 pm, ele precisa começar às 8 pm.
Os taxis também costumam buzinar pra atrair cliente. Então quando eles vêem alguém andando na rua, buzinam pra mostrar que estão vazios e oferecer serviço. Só que isso é o dia todo, começando lá pelas 4h, 5h da manhã!!!! Eu nunca sou de reclamar de quarto de hotel, mas dessa vez não teve jeito. Tive que pedir um quarto com vista para dentro, já que o meu antigo tinha vista pra rua e não consegui dormir durante boa parte da noite com tanta buzinação.
Já outras coisas são muito parecidas com qualquer outro lugar no mundo. Moda por exempo. As mulheres se vestem superbem, ainda mais agora no inverno. Mas algumas coisas são engraçadas. Por ex, ontem eu usava botas, e umas 3 pessoas me perguntaram se eu estava andando a cavalo! rsrsrsrs
Outra semelhança: o trânsito é caótico como em qualquer grande cidade. Pretória e Joanesburgo são duas cidades muito próximas, como Rio e Niterói ou São Paulo e Guarulhos. Mas ontem demorei mais de 2h pra ir de uma até a outra na hora do rush. É tudo parado, os carros andam centímetro de cada vez. Que desespero!
Mas todo mundo aqui é uma gracinha. Eles riem à toa, e parece que estão sempre felizes. É exatamente o oposto de alguns outros países onde trabalhei, como a Rússia, onde o pessoal reclamava de tudo. Aqui eles nunca reclamam, e dá pra ver que estão se esforçando pra fazer um bom trabalho. A diferença é que falta experiência, já que as competições de futebol da África do Sul não são tão profissionais ao nível dos campeonatos italiano, espanhol, alemão e inglês, por ex. Então para eles tudo é novidade, até lidar com jornalistas internacionais.

Monumento Voortrekker em Pretória
Ah, e todo mundo aqui fala no mínimo 2 idiomas. Há 11 línguas oficiais no país. O inglês é o que une todo mundo, mas cada região tem outras línguas oficiais. Então muitas vezes eles se comunicam entre si em outra língua e depois falam com a gente em inglês. Mas não aquele inglês de colégio. Inglês perfeito. E quando digo todo mundo, quero dizer todo mundo mesmo – até as cozinheiras, faxineiras, pessoal da limpeza…
É muito bom estar aqui conhecendo mais uma cultura tão diferente.
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Olá amigo;
estou indo, se Deus quiser para África do Sul no início do próximo ano, 2010. Será minha 1º viagem internacional, o objetivo é aprimorar o inglês, pretendo ficar lá por 3 meses..e sobre o seu artigo, eu gostei muito e me incentivou mais ainda sobre o intercâmbio.
Excelente.
Paulo Sergio. Cachoeiro de Itapemirim/ES, Brasil.
O comentário da autora sobre a África do Sul, de supostamente ser uma novidade para os sul-africanos lidar com jornalistas internacionais é no mínimo confrangedora…para não dizer que revela uma ignorância preocupante para quem se identifica como jornalista internacional.
Recordo-lhe que a África do Sul esteve durante os anos 80 e 90 no topo das agendas mediáticas do mundo devido ao apartheid e tinha lá baseado um dos maiores grupos de jornalistas estrangeiros do Planeta…então? essa cabecinha…..
Prezado Pedro
Falar é fácil. Você já esteve na África? Então não diga bobagem sem provas.
As duas situações são totalmente diferentes. Quer comparar a África do apartheid à África da Copa do Mundo???!!!
Convenhamos… Faça umas viagens internacionais primeiro, passe uns meses na Ásia, na Europa e nos EUA, como eu, conviva com os africanos por um tempo, e depois sim forme sua opinião. Quem só vê o mundo pela TV, só sabe de metade da história.