Dia de churrasco brasileiro

Hoje foi um daqueles dias que dá uma vontade incontrolável de comer churrasco. Mas churrasco americano não serve. Tem que ser brasileiro. E tem que ser picanha. A sorte é que há restaurantes brasileiros (principalmente de churrasco) nas principais cidades do exterior. Já encontrei até em Bangcoc! Mas nenhum nunca é como no Brasil.

A diferença é que eles adaptam as nossas tradições à cultura local. Então fica uma coisa só “meio abrasileirada”. Por exemplo, nos Estados Unidos não se come batata-frita junto com comida. Só com hambúrguer mesmo. Então, num churrasco rodízio, não tem batata-frita!!! Nem pãozinho de alho. Muito menos mandioca. E eu adoro aipim… Pelo menos guaraná tem.

Mas então… Churrasco americano costuma ter vários molhos. Eles não preparam a carne só com sal grosso. Outra diferença é que a maioria dos brasileiros que trabalham nesses restaurantes no exterior não leva o menor jeito pra coisa. Ninguém sonha em sair do Brasil pra ser garçom nos Estados Unidos. Essa é considerada só uma fase, já que todo mundo quer uma vida melhor. Então, eles não sabem cortar uma carne, não sabem que a picanha tem que ser fininha e que pra ser vir é preciso chegar bem perto, senão a gordura pinga na mesa toda. Não é à toa que a cada dia que volto lá, os rostos são diferentes.

E ainda tem o preço. Comida brasileira é muito cara no exterior. Um almoço pra duas pessoas numa churrascaria em Beverly Hills, a Fogo de Chão, chega fácil a 100 dólares. E tem diferença de preço entre almoço e jantar. O jantar é bem mais caro. É porque costumam ter shows e tudo o mais. Nunca fui a um jantar. Não imagino como alguém pode ter estômago pra comer tanto assim à noite e depois conseguir dormir.

Mas pra mim, lá na hora da fome, nada disso interessa. Comi até não agüentar mais. E voltei pra casa feliz da vida com o gosto do arroz com feijão.

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