Eu não gosto muito de cobrir tapetes vermelhos. Eu sei que todo mundo vai pensar que estou maluca… É o sonho de muita gente estar frente a frente com os artistas… É, só que não é tão simples e fácil assim. E na maioria das vezes, não é nem divertido.
Mas neste dia, quando cobri a pré-estréia de Jogos Mortais 6 (Saw VI), a história foi totalmente diferente. Na verdade, eu estava doida pra chegar a hora. Isso porque pela primeira vez, pude conhecer um pouco mais dos artistas. Na noite anterior, fui convidada pra jantar com o elenco, diretores e roteiristas. Eu imaginava que seria um daqueles eventos em que os protagonistas ficam numa mesa lá na frente e o povão (entenda-se nós, jornalistas), lá no fundo, perto da cozinha. Mas não. Foi um jantar pra menos de 20 convidados. Ficamos todos numa única grande mesa, e a produção fez questão de intercalar atores e jornalistas.

Olha eu aí gravando a matéria pro SBT
Nossa, foi um dos melhores programas que já fiz desde que me mudei pra Los Angeles. O jantar foi num restaurante que fica a uns 5 min da minha casa. Assim que cheguei, os assessores de imprensa da Lionsgate me levaram pra conversar com cada ator separadamente. Eu até já conhecia o Tobin Bell (John Kramer/Jigsaw), Costas Mandylor (Mark Hoffman) e a estreante Tanedra Howard (Simone), porque já tinha gravado com eles na semana anterior. E pra melhorar as coisas, todos se lembravam de mim porque eu era a única do Brasil.
Mas quando você estrevista artistas, você nunca está sozinho. Tem uns 5 assessores de imprensa na sala, e vários outros jornalistas de outros veículos e países esperando pra entrar. Desta vez não. Eram só eles e as esposas ou maridos, que eles fizeram questão de me apresentar.
Meus vizinhos na mesa eram Mark Rolston (Dan Erickson) e a esposa, Costas Mandylor e Mark Burg, um dos produtores do filme. Passamos horas conversando sobre o Brasil. A esposa do Mark conheceu Salvador nos anos 70, e apesar de ter tido uma péssima impressão do Pelourinho (na época, a criminalidade e a prostituição reinavam. O Pelourinho não era um lugar turístico como hoje), ela se encantou com a música brasileira. Comprou vários discos de Gilberto Gil e hoje tem todos os CDs. O engraçado é que ela canta as músicas em português, sem ter a mínima idéia do que está falando. E quando contei que o Gilberto Gil virou Ministro, ela demorou pra acreditar.
Enfim, tivemos uma ótima noite, sem falar de trabalho. Só tomando vinho e saboreando as especialidades do chef. E foi como estar com amigos. Você percebe que mesmo os famosos são pessoas normais, que também têm receios, dúvidas e sonhos.
Então, no dia seguinte quando encontrei com todo mundo de novo na festa de lançamento, foi melhor do que eu podia imaginar. Eles vinham falar comigo como se me conhecessem há anos. Os outros jornalistas até olhavam pra mim meio desconfiados, sem saber quem era eu e porque eu tinha todo aquele acesso. A Tanedra até se emocionou quando começou a me contar da família dela. Quando você vê isso em Hollywood? Nunca!
Acabei podendo escolher com quem gravar (uma raridade!). Também foi ótimo reencontrar a Betsy Russell e o diretor Kevin Greutert (que por sinal, foi o editor dos filmes anteriores). Até conheci a Larissa Gomes, que é uma das atrizes que interpretam pequenos papéis. Só que ela é filha de brasileiros. Não gravamos em português porque apesar de entender, ela não é fluente no idioma. Mas foi legal ouvir as as histórias da comunidade brasileira de Toronto, onde ela cresceu.
E o motivo disso tudo foi simples: Às vezes, as melhores histórias surgem quando o bloco de anotações e a caneta estão guardados dentro da bolsa.

Tobin Bell, que interpreta John Kramer/Jigsaw até abriu um sorrisinho
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esse filme é realmente impressionante , apesar de ser um pouco complicado de entende mais de resto dá pra levar de todo jeito é bastante interresante suas cenas e tal.