Apr
19
Mais de 7200 km rodados, 84 horas de viagem dentro do carro. Estou de volta a Los Angeles!
Categoria Viagem Costa Oeste
É, acabou…
Minha viagem chegou ao fim. Não sei se digo “finalmente” ou “que pena”. Eu já estava realmente sentindo falta das atividades do dia-a-dia, do feijão-com-arroz que preparo em casa… Isso sem falar que tenho 4 matérias para finalizar e enviar para o SBT. Por outro lado, ainda tinha tanta coisa pra conhecer! Decidimos dirigir direto de São Francisco até Los Angeles depois da conferência, e com isso, não paramos no Napa Valley, a região da Califórnia famosa pelas vinícolas.
Mas a passagem pelo Silicon Valley, a região que concentra a maior quantidade de empresas de tecnologia e Informática, também foi interessante. Nossa, você vai vendo de um lado e do outro da pista E-Bay, Oracle, McAfee, Yahoo, Sony… e muitas outras firmas que a gente sempre vê na Internet. Aquela região tem uma das rendas per capita mais altas do mundo!
Essa viagem foi marcada por boas lembranças e descobertas, além de algumas coisas nada a ver que também vão ficar na memória:
1- No primeiro trecho, Los Angeles-São Francisco, o carro fez só 6 km/litro (!!!!) Resultado do vício de só rodar dentro da cidade… E no último trecho, São Francisco-Los Angeles, o rendimento subiu para 9,5 km/litro. Deixa muito a desejar em comparação com a Parati do meu avô. A sorte é que a gasolina nos Estados Unidos e no Canadá é muito barata: menos de 90 centavos de dólar por litro aqui (mas lembre-se que nos postos a gasolina é vendida por galão e não por litro, então os preços que se vê são em torno de $3.20 - por galão) e menos de 1 dólar canadense no Canadá, o que no final, com a conversão, acaba saindo quase a mesma coisa.
2- Antes de partir, levamos o carro numa oficina pra fazer uma revisão geral (foi aquele dia que contei da passeata em Hollywood). Custou 1500 dólares, e com isso achamos que íamos ficar com a cabeça tranqüila. O quê? Nosso carro é um Saab conversível todo eletrônico, modelo que não tem no Brasil, e logo no segundo dia, acendeu uma luzinha dizendo para checar o motor. O mecânico tinha feito o serviço “igual à cara”, e a bendita ficou acesa quase que a viagem toda. Por telefone, o “expert” que fez a revisão disse que era só mal-contato, já que ele tinha certeza de que o carro estava em boas condições. Ainda bem que, fora alguns postos em que a gasolina era de qualidade duvidosa (é, isso acontece aqui também), o carro não nos surpreendeu ao longo do caminho.

Olha aí o alerta de “check engine”, pra checar o motor, que não quis apagar de jeito nenhum
3- Neve só é bom no início. Depois que você passa a ter que limpar o carro todo dia e algumas partes até chegam a congelar (como a antena do rádio), você começa a torcer para que o verão chegue logo.
4- High definition não é pra qualquer um. Essa foi a primeira vez que usamos e abusamos da nova câmera. Mesmo gravando em formato standard, de uma televisão comum, ela tem uma definição muito maior do que as demais câmeras SD. Resultado: é preciso prestar atenção dobrada, e sempre que possível usar tripé, senão a imagem vai tremer. Ao gravar em high definition então… O jeito é nem tentar. Ir direto para o tripé e limitar as pans (movimento de câmera de um lado ao outro) à menor distância possível. Não adianta levar a câmera de uma ponta à outra, num movimento de quase 180 graus, que isso vai acabar deixando o público meio tonto.
5- Ouvimos TODOS os meus CDs. Deu pra mostrar pro Gordon como sei a letra de cor de 90% das músicas. Acho que ele é que não deve ter gostado do meu karaokê…
6- Percorremos 4.500 milhas, o equivalente a 7.240 quilômetros, num total de 84 horas de viagem (contando os trechos extras aonde fomos para fazer matérias) e em toda essa distância só tivemos 2 pedágios: um no Canadá (que por sinal reclamei bastante do preço) e outro para a atravessar a Golden Gate Bridge, em São Francisco. Se fosse no Brasil…
7- Não fomos parados nenhuma vez por policiais. Passamos por alguns ao longo do caminho, que sempre nos mandaram seguir. Nem na fronteira, onde tínhamos bagagem até no banco de trás (já que não cabia mais nada no porta-malas), não nos revistaram. Nós tínhamos toda a documentação dos equipamentos, mas se quisessem conferir os 2 computadores, 2 câmeras de vídeo digital, 2 câmeras fotográficas digitais, 4 hard drives externos e outros eletrônicos menores, ficaríamos ali no mínimo uma hora.
8- A estrada na ida foi praticamente uma reta só. As curvas são raras. Já na volta, principalmente no Oregon e norte da Califórnia, onde passamos pela costa, tivemos todas as curvas a que tínhamos direito. Mas o visual recompensa.
9- Gastei todo o meu hidratante. Não que eu seja supervaidosa (quem me conhece pessoalmente até sabe que é o oposto…), mas é que quando você está em lugar frio, hidratante é uma necessidade, até para alguns homens e crianças. A pele fica muito ressecada, quase branca, de tão seca, e dá uma coceira de vez em quando. Falta de umidade… Você também precisa usar constantemente uma proteção para os lábios, senão, vai ficar com a boca toda rachada.
10- Adorei escrever este “diário de bordo”. Assim vai ser possível lembrar vários detalhes que, se não fosse a interatividade com vocês, meus amigos, eu me esqueceria em poucos meses. Não pude responder aos e-mails que recebi ao longo do caminho, mas agora, com calma, coloco a correspondência em dia. Meu convite é pra que vocês continuem vindo ao Direto de Hollywood. Agora vou voltar a escrever sobre a vida e o dia-a-dia aqui em Los Angeles, até que outro projeto surja no meu caminho.
Para a despedida, um vídeo sobre São Francisco, com algumas paisagens maravilhosas.
Beijinhos, obrigada pela companhia e até a próxima! br> br>
Acompanhe agora o dia-a-dia de uma jornalista na Califórnia.



Que bom que, ao fim e ao cabo, tudo deu certo para vocês na viagem, Renata. Parabéns!!! Poderia dizer que esse seu relato é melhor do que inúmeros guias de viagem. E esse resumo que você fez agora ao final demonstra e explica muito sobre, não só os lugares, mas também sobre os EUA. E adiciono um detalhe: foram dois pedágios porque vocês estavam descendo rumo ao sul pela Golden Gate. Se estivessem “subindo”, nem tem pedágio na ponte! que diferença, hein?… (Mas, bem, digo isso não querendo esculhambar nosso país não; apenas mostrar diferenças, mostrar “como poderíamos ser” e, ao mesmo tempo, desfrutar o que os Estados Unidos têm de bom - que são muitas coisas). Abraços para todos!
Que bom que você gostou, Frederico, obrigada! Ontem fui ao seu blog tb, e estou doida pra ser seu próximo texto sobre São Francisco.
Um abraço e tudo de bom!