Aug
30
Nova York com todo o estilo
Categoria Nova York

Acho que de todas as viagens que fiz, essa foi a que passou mais rápido. Nunca dormi tanto. Não vi pousos nem decolagens, só acordava praticamente com o Gordon me chamando dizendo que está na hora. O sono foi tanto que até me esqueci de desligar o celular… Voei o tempo todo com ele ligado, e pra matar a curiosidade de quem nunca fez isso, vou adiantar de uma vez que não acontece nada. Não tem sinal!!!! Aliás, a única coisa que acontece é que a bateria evapora. Eu tinha acabado de carregar antes de sair de LA e poucas horas depois, sem nem usar, já não tinha mais nada.
Chegamos no aeroporto La Guardia. E que má impressão! É como chegar no terminal 1 do aeroporto do Rio. É tudo velho! Com cara de velho! Nem parece que cheguei a NY!!!!
Do lado de fora, devia ter umas 50 pessoas na fila do táxi. E aí vem a primeira surpresa da viagem: o Gordon vira pra mim e diz “não vamos de táxi. Reservei um motorista particular”. O quê??? Pois é… e o cara chega de limusine e tudo.
Então, na saída, lá estava um muçulmano com turbante e tudo nos esperando. Eu sei que a associação com terrorismo é inevitável – e preconceituosa – mas como o cara já estava com seus cabelos brancos acho que ele já passou da idade…
O detalhe é que esse serviço de limusine é mais barato que o táxi!!!! Você não tem que ficar em fila, eles te esperam na porta sem cobrar pelo tempo à toa e você vai no maior luxo. Isso sem falar que na maioria das vezes ainda ganha um desconto de 5 dólares (há anúncios nas revistas de bordo, e se você mencionar o código ao fazer a reserva, eles te dão uma senha pra entregar ao motorista).
O preço é combinado antes, e não aumentar se houver engarrafamento. E fiquei feliz da vida porque fizemos isso. O trânsito estava caótico em Manhattan. Demoramos 25 minutos do aeroporto até a ilha, e depois outros 25 pra fazer um trajeto que normalmente seria feito em 5. Várias ruas estavam fechadas com o carro do esquadrão anti-bomba. Que recepção… Depois li no jornal que tinham achado um artefato químico do Iraque no prédio da ONU, que estava lá de bobeira há anos e ninguém, tinha percebido.

Mas enfim, a impressão que ficou de cara foi o engarrafamento. E a certeza de que carro não combina com Manhattan.
Acompanhe agora o dia-a-dia de uma jornalista na Califórnia.



oh god!
liar
é bom que escrevão as realidades de Nova York
a cidade não é sempre a maravilha que vemos na midia