Nesta viagem tão corrida, nem tive tempo de conhecer Buenos Aires direito. Só hoje, que tudo já acabou, aproveitei umas horinhas antes de ir para o aeroporto. Acordei às 6h30min da manhã e fui andar pela rua afora.

A sorte é que o hotel ficava bem perto da Casa Rosada e da Praça de Maio, então, pra lá que eu fui.

Casa Rosada, na Praça de Maio
Praça de Maio, em Buenos Aires

A Casa Rosada é a sede do governo, e a Praça de Maio (lembra das mães da Praça de Maio, durante a ditadura?) parece muito com a Cinelândia, no Rio: lugar de protestos, manifestações, cercada por prédios históricos e importantes.

Também vi o obelisco, no meio da Av. 9 de Julho - lindíssimo!

Obelisco de Buenos Aires

É uma pena que não pude ver o tango nem as outras atrações, mas descobri coisas super curiosas sobre os argentinos.

Pra começar, todo mundo se beija ao cumprimentar. Todo mundo mesmo! É muito engraçado ver os homens dando beijinhos no rosto uns dos outros… No Oriente Médio é assim também, mas eu não sabia que num país tão perto do nosso o costume seria o mesmo.

Outra coisa: quando há engarrafamento nos pedágios, eles levantam a barreira e deixam todo mundo passar de graça. Por lei, existe um tempo determinado que os carros podem ficar na fila. Então, pasosu daquilo, todo mundo começa a buzinar e eles abrem. Hoje esperar. Passou diso, vai todo mundo de graça. Aconteceu comigo no taxi a caminho do aeroporto. Como os pedágios pertencem a empresas privadas, o governo dá um dinheiro a elas pra compensar a perda justamente nas horas de maior movimento.

Aprendi também algumas palavras em espanhol que me fizeram rir:
propina: gorjeta (É muito engraçado quando eles te pedem propina - rsrsrs)
antro: boate (daí vem a idéia do “antro de perdição”). Ah, e por falar nisso, um dos principais points de Buenos Aires para sair à noite é em frente a um cemitério (em SP também tem um lugar que é assim, acho que é na Vila Mariana, mas não é tão cheio de bares e restaurantes como aqui.) Mas também, não é qualquer cemitério. É onde estão enterrados todos os principais personagens da história argentina, como Evita Perón. Muitos turistas até vão lá fazer uma visita.

No espanhol daqui, a pronúncia de algumas palavras é bem diferente da pronúncia em outros países. Eles falam o ll e o y como um ch ou j, então, algumas palavras ficam muito parecidas com o português.

E a maioria dos homens tem mesmo cabelos compridos, nem que seja um pouquinho só na parte de trás.

A cidade é linda! Onde fiquei parece o centro do Rio, com prédios em estilo europeu, ruas estreitas e ruas só de pedestres. A diferença é que aqui é muito mais seguro.


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