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Retrospectiva e reflexão sobre a cobertura de Michael Jackson

Retrospectiva e reflexão sobre a cobertura de Michael Jackson

Cobrir a morte de Michael Jackson não foi das tarefas mais fáceis. Isso porque todos os dias eu estava trabalhando contra o relógio. Saía pra gravar e depois ainda tinha que mandar as imagens para serem exibidas no jornal em poucas horas. Por isso acabei nem atualizando o blog tantas vezes como eu gostaria.

Da morte ao filme Michael Jackson’s This is It, essa história se arrastou por 4 meses. Passou de triteza no dia da parada cardíaca à festa no dia que saiu o resultado dos sorteados para o velório, depois tristeza de novo no final do evento e no dia do enterro, voltando à festa no lançamento do filme.

Mas o fato é que muitos fãs ficaram tristes mesmo. Entrevistei tantas pessoas que me contaram cada sacrifício que estavam fazendo pra homenagear o ídolo! A Calçada da Fama parecia Aparecida do Norte, de tanta romaria. Durante semanas, o cheiro das flores já estava do outro lado da rua. Os buquês se amontoavam em cima dos outros. Os garis recolhiam tudo a cada 2 dias, mas a qualquer hora que você fosse a Hollywood, tinha mais gente levando ainda mais rosas, margaridas, velas e cartas.

Eu vivenciei praticamente cada página dessa história. No início não chegou a me tocar muito porque como jornalista você sempre mantém um distanciamento natural. Apesar de saber a importãncia daquilo que você está cobrindo, você tem sempre a lembrança do deadline e daquele velho ditado: “matéria boa é a matéria que entra”.

Mas ao longo desses 4 meses, a ficha caiu duas vezes. A primeira foi no velório. Quando vi aquela menininha chorando no palco dizendo que o Michael Jackson era o melhor pai do mundo chorei por uns 10 minutos. E chorei também todas as vezes seguintes que a TV reprisou a cobertura. Eu tinha passado 13 horas no Staples Center cobrindo aquele evento, vi de perto como o clima mudou de “festa” a “enterro”. No fim do dia, eu estava mais do que exausta. O calor estava incrível, e eu passei o dia carregando equipamentos pesados e fechando matérias para o jornalismo e ainda entrando ao vivo. Foi muito estressante física e emocionalmente. Por isso no final do dia não resisti àquela cena.

A segunda vez foi no enterro. Esse foi outro dia de cão, só que bem mais organizado para a imprensa internacional do que o dia do velório. Passei 8 horas no cemitério, gravei várias entradas para o jornalismo, e no fim das contas, após as matérias terem ido ao ar, me lembro de estar dirigindo de volta pra casa e pensando o quanto vou sentir saudades desses dias de Michael Jackson. Comecei a escutar no carro as músicas dele, e só então, que eu finalmente iria descansar quase dois meses até o VT do filme This is It, me dei conta de tudo o que eu tinha feito e presenciado desde o dia 25 de junho. Só então percebi o que todos os entrevistados estavam me dizendo desde o início: a falta que o Michael Jackson vai fazer.

Criei esse vídeo tentando contar um pouco dessa trajetória, e mostrar que mesmo com a perda do rei do pop, a energia dele continua viva através da música.

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2 Respostas to “Retrospectiva e reflexão sobre a cobertura de Michael Jackson”

  1. MARILENE says:

    Renata,você nem parece Brasileira,parece ter a frieza dos Americanos! tenho pena do Michael nasceu no País errado,como que estas pessoas se divertem no dia mas triste que o mundo já teve,e como este mesmo mundo foi tão cruel com MJ e não teve tempo de reparar o erro cometido, pois Deus acabou com o sofrimento dele dando ao mundo o sentimento de culpa pela morte dele principalmente a mídia,pois ela é a verdadeira Dr Murray da historia
    O BRASIL ESTA DE LUTO!

  2. Renata, não sou fã do michael jackson!!! como só tenho 15 anos anos, só começei escutar as musicas dele agora depois da morte dele!!!! mas acho que ele não morreu, pois aquele homem dando entrevista, que diz que foi queimado, é muito semelhante a ele, principalmento a voz!!!
    não sei se ele morreu ou esta vivo!!! mas sei que ele esta fazendo muita falta para bastante pessoas!!!

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