Apr
11
Beautiful British Columbia
Categoria Viagem Costa Oeste
Mais uma vez, acordamos às 5h30min da manhã, pra viajar em direção a Vancouver. A preocupação era com o tempo, já que teríamos que cruzar as Montanhas Rochosas. Na semana passada a previsão era de muita neve, o que seria até perigoso. Mas de uma hora pra outra tudo mudou e o dia foi lindo. Céu azulzinho e sol forte. Quente não, que aí já seria pedir demais.


Olha só a altura da neve neste ponto em que paramos para admirar a paisagem!
Em comparação com outras estradas, a paisagem foi a mais bonita que já vi na minha vida. Montanhas altíssimas, pertinho da pista, cheias de pinheiro e cobertas de neve. Os rios eram verdes, transparentes, que dava vontade até de beber a água. É assim tanto em Alberta quanto em British Columbia, a próxima província em direção ao Pacífico. Não é à toa que nas placas dos carros, em vez de “British Columbia” somente, vem escrito “Beautiful British Columbia” (nas placas só vem o nome das províncias, e não das cidades. Nos Estados Unidos é a mesma coisa. Só os estados, e não as cidades).

No entanto, algumas peculiaridades marcaram essa viagem. A estrada em que passamos é a TransCanada, que corta o Canadá de leste a oeste. Primeiro, a qualidade da estrada. Fantástica.
Depois, as curiosidades que nós, brasileiros, não vemos todo dia. Existem várias áreas com risco de avalanches (a área é considerada a capital das avalanches no Canadá), e chegamos até a ver alguns deslizamentos. Não ao vivo (!!!), só já depois do ocorrido.

A placa bem que avisava…

Logo depois, vimos a primeira de uma série de avalanches na estrada
A serra é uma descida só. Eu na não tinha idéia da altura em que estávamos em Calgary. E ao longo do caminho, há várias subidas de emergência à direita para caso alguém perca o freio. Muito bem pensado.

Foi interessante também ver a quantidade de carretas. Acho que eram 50% do tráfego. E não eram carretas como no Brasil. Cada cavalo (a parte da frente, com o motorista) puxava duas carrocerias, uma engatada na outra (!!!). O Gordon disse que é por que faltam motoristas aqui, e essa foi a solução encontrada pra continuar o transporte e não parar a produção do país.
Pra terminar, encontramos o primeiro pedágio desde o início da viagem em Los Angeles. É incrível, mas cruzamos os Estados Unidos de sul a norte sem ter que pagar nada. De qualquer forma, quando estive nos EUA pela primeira vez, há 12 anos, indo de Nova Iorque a Nova Jersey, lembro que passamos num pedágio e que era muito barato.
Mas não no Canadá. O pedágio custou 10 dólares!!!!!! Ainda bem que foi só um. Pra quem vem de longe, como a gente, o preço talvez até seja justo. Mas também não sei onde é o próximo pra quem está na TransCanada indo no sentido oposto.
Ah, falando em preços, também tem outra coisa. De Calgary a Vancouver, há vários parques nacionais nas Montanhas Rochosas. A estrada passa por dentro deles. Mas se você quiser parar em algum, tem pagar uma taxa de 17 dólares!!! Pra ficar só alguns minutos, como era nosso caso, não vale a pena. Tem que ir para o dia todo. Na própria estrada tem umas cabines, como as de pedágio. Ali perguntam para aonde você está indo. Como falamos que íamos passar direto, não cobraram nada. Mas se você estiver com tempo para aproveitar as atrações da TransCanada, prepare o bolso.
Acompanhe agora o dia-a-dia de uma jornalista na Califórnia.



[...] 6- Percorremos 4.500 milhas, o equivalente a 7.240 quilômetros, num total de 84 horas de viagem (contando os trechos extras aonde fomos para fazer matérias) e em toda essa distância só tivemos 2 pedágios: um no Canadá (que por sinal reclamei bastante do preço) e outro para a atravessar a Golden Gate Bridge, em São Francisco. Se fosse no Brasil… [...]