É isso mesmo: hoje é meu aniversário!!!!!!!!!!!! Nem perca tempo contando as velinhas que eu já adianto de uma vez: 27 anos.

Meu bolo de aniversário!!!!!
Meu bolo de aniversário!!!!!!

A comemoração foi em estilo bem brasileiro. Começou ontem, com show de Bossa Nova. Fomos ver Joyce e Dori Caymmi no Jazz Bakery, um lugar famoso por shows de jazz em Los Angeles.

Os americanos sempre associam a Bossa Nova ao Jazz. Pesquisadores dizem que a Bossa Nova nasceu de uma mistura do jazz com o samba. Aliás, foi assim que Tom Jobim conseguiu tanto destaque aqui, dando um “tchan” ao jazz americano.

Pois bem. Descobrimos o show por meio de um artigo no L.A. Times, dizendo superbem da apresentação. E realmente valeu a pena. Os dois cantaram desde as músicas mais conhecidas até as que pouca gente sabe a letra de cor. E tudo foi muito legal. O entrosamento dos cantores no palco era incrível, dava pra perceber como eles estaram adorando estar ali.

Foram aplaudidos de pé por um bom tempo. Uma pena que o show foi tão rápido - pouco mais de 1 hora. Deu vontade de ficar ali ouvindo aquela música e aquelas vozes por no mínimo mais uma hora.

Só teve uma música em inglês, e entre uma música e outra, eles conversavam em inglês com o público. Um reflexo da cultura dos dois. Nos outros shows de brasileiros a que fui aqui, João Gilberto falava metade inglês, metade português, e deixou o palco no meio da apresentação. Pra variar… E o outro foi do Cidade Negra. O cantor dizia a toda hora: “Aí, galera, eu tô em Hollywoooooooood”!!!! Foi engraçado.

Mas o de ontem foi clássico. Me fez sentir superbem. E Dori Caymmi ainda anunciou que era aniversário da irmã dele, a Nana Caymmi, e hoje seria do pai, Dorival Caymmi. Que ótimo! Nasci numa época reservada a estrelas!!!!

Hoje continuamos a festa numa Churrascaria Brasileira. E após matar a saudade da comida, ainda teve “parabéns pra você” em português!!!! Amei!!!!

Estou feliz da vida porque todos os meus parentes me ligaram e porque amanhã tem mais: é aniversário do Gordon. Que coincidência, hein?

Como não pude assistir ao clássico no Maracanã, tive que me contentar com o clássico americano. A propósito, sou Botafogo, e continuo na torcida no domingo que vem.

Mas então. Ontem foi dia de um dos jogos mais esperados aqui: L.A. Galaxy x Chivas. São 2 times de Los Angeles, então existe uma certa rivalidade (mas nada que se compare aos times do Rio ou São Paulo entre si). Aqui, dificilmente há 2 times numa mesma cidade. Isso não é só no futebol, mas também no basquete, hoquéi ou futebol americano. A rivalidade é mais de cidade contra cidade. O seu time é o mesmo do seu vizinho, e do vizinho do vizinho, e do colega de trabalho.

Desde 2005, Los Angeles entrou para a lista de exceções. Foi criado um novo time aqui, o Chivas USA, uma espécie de dissidente do Club Deportivo Guadalajara, que é conhecido como Chivas no México. O clube é um dos mais populares por lá, e com isso, ganhou um primo na Califórnia. É como se o Corínthians, que é conhecido como Timão, criasse um Timão para entrar no campeonato da Argentina. A diferença é que metade da população da Califórnia é latina: ou nasceu no México ou é filha de pais mexicanos. Com isso, o time ganhou fãs e torcedores instantaneamente.

Pois bem. Chegou a hora do esperado confronto, e nós fomos matar a saudade do futebol. A qualidade técnica não se compara à do Brasil ou da Europa, nem a violência. Futebol aqui é uma festa. As torcidas sentam juntas. Há famílias inteiras no estádio lotado. Uma pena que tudo é tão caro.

Estádio do Home Depot Center, em Los Angeles

Estádio do Home Depot Center, em Los Angeles
Olha só como o estádio é moderno e fica lotado!

Pra começar, o ingresso mais barato custa 40 dólares (pouco mais de 80 reais), que foi a nossa opção. Imagina pagar isso só para entrar no estádio!!??? Aliás, para entrar você tem que pagar o estacionamento também, que custa 15 dólares. Não tem como parar nas ruas próximas, já que a polícia proíbe carros de não-moradores até de entrar nas ruas adjacentes (eles colocam 1 policial em cada rua, junto com um bloqueio temporário). O estacionamento, por sinal, é imenso. Cabe todo mundo sem problema.

Chegando lá, vc quer comer e beber alguma coisa. Esportes aqui são mais do que só pra torcer pelo seu time. Tem toda uma “experiência”, como eles dizem. Então, você já chega querendo comer o snack que só encontra aqui. Nós compramos uma porção de nachos para dividir, um refrigerante e uma cerveja. Total: quase 20 dólares. Continuamos com fome.

Segundo tempo, pipoca, mais um refrigerante e uma cerveja. Mais 20 dólares. Ao perceber que a conta total já estava perto dos 150 dólares - e isso sem contar com o combustível até o estádio, que fica a uns 40 minutos (tudo em Los Angeles é muuuuuuito longe), paramos por ali. E terminamos a noite no Pizza Hut.

Ah, o L.A. Galaxy ganhou de 3 x 1 do Chivas. O time marcou 2 gols logo no início, e depois sofreu até o final. O Chivas estava bem melhor, mas a defesa do Galaxy fez bem-feito. Eles jogaram com apenas 1 na frente o tempo todo, e foi num contra-ataque que marcaram o gol final.

Não pense que “colei da Internet” essas informações, hein? Após cobrir futebol na Rede TV por 1 ano e trabalhar como Oficial de Imprensa da FIFA em 4 Mundiais, tive que aprender alguma coisa…

Hoje foi dia de voltar à universidade onde fiz meus cursos de extensão em Los Angeles: a UCLA. Há quase 4 anos eu não entrava no campus e foi ótimo rever como o lugar é lindo.

Campus da UCLA em Westwood

Os prédios são todos em tijolinho, numa arquitetura não encontrada no resto da cidade. Entre um edifício e outro, há praças, parques e restaurantes. Tudo é muito bem cuidado. Não há sujeira, pichações ou qualquer tipo de desleixo. É o oposto do campus da UFRJ na Praia Vermelha, onde me graduei em Jornalismo.

Só que tanto zelo tem uma explicação. A mensalidade é caríssima. Diferentemente do Brasil, as melhores universidades aqui são pagas. E muitos pais, desde o nascimento dos filhos, começam a fazer uma poupança para que após o colégio eles possam entrar numa boa faculdade.

Mas o que me trouxe até aqui hoje não foram as aulas. Todos os anos, a UCLA organiza um Festival de Livros. As praças recebem milhares de estandes das mais variadas editoras. Todas oferecem ótimos descontos. Há palestras com autores consagrados e sessão de autógrafos. Uma verdadeira festa.

Festival de Livros na UCLA

Michael Connelly e outros escritores em sessão de autógrafos
No canto à esquerda está Michael Connelly, o premiado escritor americano que, dentre outros, publicou Blood Work (Dívida de Sangue) - livro que virou filme estrelado e dirigido por Clint Eastwood em 2002.

Eu queria encontrar livros sobre o Brasil para dar de presente a um amigo. Mas não achei um sequer nas mais de 400 barracas. Mesmo nas livrarias, a sessão sobre o Brasil é muito limitada. Passear dentro de livrarias, a propósito, é um dos meus passatempos favoritos. É difícil quando saio de mãos vazias… Portanto, não encontrar nada sobre o Brasil não foi uma surpresa tão grande…

Ao mesmo tempo em que gostaria que existisse mais espaço para o nosso país aqui, fico feliz porque eu e o Gordon estamos investindo num ramo praticamente inexplorado. Acredito que muita gente tem interesse pelo Brasil e gostaria de encontrar um material mais abrangente. E preencher esse vazio é o o nosso objetivo com o Brasil Explorer.

A viagem do Lula ao Chile e à Argentina está rendendo mais comentários aqui do que de costume. O presidente hoje ganhou meia página no principal jornal de Los Angeles, o L.A. Times. Confesso que é muito bom abrir o jornal e dar de cara com uma notícia inteiramente sobre o Brasil. Dá a sensação de que não estou tão longe assim.

O presidente Lula com a presidente do Chile Michelle Bachelet

Lula é visto aqui como o grande líder da América Latina tentando recuperar o prestígio, tendo para isso todo o apoio dos Estados Unidos. Não porque os americanos gostam dos brasileiros, mas porque ele, sendo o presidente do maior país da região, pode fazer frente às loucuras de Hugo Chávez, na Venezuela.

Os analistas políticos daqui acreditam que com tantos contra-tempos na América do Sul, o Brasil vem perdendo a liderança nos útlimos anos. Mas enquanto Hugo Chávez consegue alidos unicamente por causa do petróleo, Lula conquista pela diplomacia e pelo carisma.

O carisma dele é indiscutível, principalmente para nós, jornalistas, que temos a chance de estar presente em suas conferências de imprensa e ouvir todo o discurso, e não só o trechinho que aparece na televisão (cheguei a cobrir algumas durante visitas dele ao Rio). Mas o fato é que os americanos estão com receio de uma eventual união na América Latina a favor de Chávez e contra os Estados Unidos. Um pouco improvável, ainda mais depois das visitas mútuas de Lula e George W. Bush e das trocas de elogios.

É claro que como estou lendo as notícias pelo olhar dos americanos, pelo menos é essa a impressão que dá. Procurei artigos na Internet sobre essa viagem, pra poder fazer uma comparação, e por incrível que parece não encontrei nada de hoje nos principais jornais. Talvez no momento vocês tenham algo mais importante pra se preocupar aí no Brasil…

O nome soa meio estranho, mas o Coachella é um dos maiores festivais de música (talvez o maior) dos Estados Unidos. Acontece em Indio, um lugarzinho perto de Palm Springs, a pouco mais de uma hora de Los Angeles. E de hoje até domingo vai agitar o sul da Califórnia.

Os cantores têm os mais variados estilos, mas todos têm um pé no rock. As bandas tocam uma atrás da outra desde a 1h da tarde até pouco depois da meia-noite. É… aqui não tem show até o dia amanhecer como no Brasil. É por isso que os americanos ficam loucos com o Carnaval.

Mas a sensação de festa - mesmo durante o dia - também é ótima. É um calor absurdo, já que Palm Springs fica praticamente na porta do deserto de Mojave. Então, lá sempre está uns 5 graus mais quente que em Los Angeles. E a previsão do tempo para o fim-de-semana é de temperatura acima dos 38 graus.

Durante 3 dias, Indio, que tem só 60 mil habitantes, recebe uma multidão de gente de todo o país. E é claro que não há hotéis pra todo mundo. Solução: acampar. É um dos pontos altos do festival! Todo mundo de barraca acampando dentro do Coachella, pagando 45 dólares por cabeça. É um camping hippie-chique, já que tem bares cheios de estilo e até Internet sem fio pra quem estiver com o laptop. Peraí: alguém leva computador para um camping num show de rock?????????????

Mas tudo bem. A época é de paz e amor.

KFC - Batata-frita contém acrilamida

Que fast food não faz bem, todo mundo sabe. Mas come mesmo assim. Só que o caso não é tão simples. O veneno é a batata. Não por causa da fritura em si, já que a batata cozida é igualmente ruim para o organismo, mas porque as redes de fast food usam um ingrediente químico chamado acrilamida.

E isso pode causar câncer.

Hoje, a rede KFC concordou em avisar o risco aos consumidores. Eles vão colocar um cartaz dentro das lanchonetes dizendo que os lanches contêm acrilamida, que na verdade é criada a partir de uma reação de ingredientes químicos com o calor da fritura ou do forno.

Para a maioria das pessoas, vai ser a mesma coisa que nada, já que muita gente não sabe o que é isso. Mas só o fato de que o assunto está na mídia, talvez gere alguma conscientização aqui nos Estado Unidos.

Não pense que eles estão sendo bonzinhos. A empresa perdeu uma ação na Justiça, por isso teve que ceder. A Califórnia tem uma lei de 1986 que obriga empresas a avisar consumidores sempre que eles estiverem em contato com substâncias nocivas, como é o caso. A acrilamida é considerada suspeita desde 2005. E o KFC ainda vai ter que pagar uma multa de 340 mil dólares.

Mas a rede não é a única. McDonald’s, Burger King, Frito-Lay, Pepsico… todos usam a mesma substância. E se o risco é tão grande assim, porque não mudam a fórmula?

Tomara que a gente não tenha uma má surpresa daqui a alguns anos com a geração Coca-Cola, como diria Renato Russo.

Oportunidade de trabalho

Essa vai para os escritores de plantão.

Descobri um site que te paga pra escrever resumos de livros ou artigos em geral, o Shvoong. Qualquer pessoa pode participar, criando resumos de 300, 600 ou 900 palavras. O pagamento é de acordo com o tamanho do texto.

Como estou sem tempo no momento, ainda não escrevi nada para eles, então não sei quanto pagam. Quem se interessar e for adiante, deixe um comentário abaixo pra dizer se vale a pena.

Boa sorte!

Next Page →

    Bem-Vindo!

    • Renata Pereira Acompanhe agora o dia-a-dia de uma jornalista na Califórnia.


      Oi! Obrigada pela visita ao meu blog. Fique à vontade para deixar comentários e fazer perguntas. Volte Sempre!

      Quem é Renata Pereira?
  • Links

Busca

  • Google

RSS Feeds



Digite seu e-mail pra receber meus posts diretamente, sem precisar vir ao site:

Delivered by FeedBurner



Go Los Angeles Card - 37 Lugares em Los Angeles. Aproveite!



Meta